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Quinta-feira, Agosto 14, 2008 |
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Diário Clínico 2
Em meu processo terapêutico acho válido me colocar como gente. Sou um ser que interage humildemente com o outro ser, mais nada. Não tenho a pretensão de acreditar que sou mais do que o outro no sentido vertical. Muitas vezes creio que o outro está além de mim no sentido horizontal, seja por sua história, seja por sua capacidade de aprendizado com a vida. Não posso pensar que sou mais porque estudo para a minha prática clínica. Ninguém pode ser melhor ou pior do que ninguém. Tudo é somente uma questão de ponto de vista. Podemos até mesmo pensar que uma estrela brilhe mais do que a outra. Mas, isso é apenas um ponto de vista. As estrelas mais escuras possuem o próprio brilho, mesmo que não seja vista, e é isso que importa. Fico feliz com a minha performance terapêutica porque sei que tenho de me mostrar aos outros, e isso me faz ser gente como eles. Se aprender algo com a minha vida é estar disponível a compartilhar, quero isso para mim. O que é viver sem compartilhar? Ninguém pode dizer nada para ninguém se não teve a oportunidade de vivenciar a situação. Cada um vive da maneira que pode viver. Muitas vezes demorará mais tempo para aprender. É por essa razão que tenho de ter compaixão pelo outro que está diante de mim se expressando. Não me importo mais com a minha própria agonia, pois se tenho de ajudar ao próximo, tenho de aceitar minha função. Quero e tenho o dever de contribuir ao máximo. Sem dúvida, não me esqueço de minhas limitações, e sei que cada um também possui o seu próprio movimento para crescer. Como a grama, não podemos puxá-la para que cresça mais rápido. O meu processo é de espera e tolerância, sem dizer é claro, de muito respeito.
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aprendido por
Pedro
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Sexta-feira, Agosto 08, 2008 |
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Diário Clínico
Uma história de vida não pode se repetir porque nunca somos os mesmos. As pessoas possuem a inevitável capacidade de surpreender a cada encontro. Uma mulher a qual atendo me relatou pela primeira vez seu temor de perder o marido. Mesmo atendendo-a há anos, ela não havia falado sobre o assunto. Quando somos mais novos não pensamos muito nesta possibilidade, mas ao estarmos mais velhos o medo da perda se torna mais agudo. Será que podemos nos precaver das perdas? Somente vejo uma solução, pelo desapego diário. É preciso deixar morrer tudo e todos para alcançarmos a liberdade. Quanto mais estivermos dependentes de coisas e pessoas, mais estaremos ancorados na dúvida. A dúvida provoca medo, o que gera medo provoca sofrimento.
Ela me relatou que não conseguira cerrar os olhos na noite passada, porque o marido não se sentia bem. Ela ficou olhando para ele como se pudesse controlar o ritmo de vida e morte. Chegou a rezar para Deus não levá-lo.
Poderia o medo da perda justificar o amor que sentimos por alguém? Se pensarmos em amor como entrega incondicional, diríamos que não. Não faz sentido amar sem libertar. A morte não seria um tipo de liberdade?
Creio que o amor tenha suas faces; amor gratuito e incondicional, amor dedicação, amor compaixão, amor harmonia, amor bondade, amor ternura, amor amizade, amor erótico, amor parental, amor paixão, amor necessidade. Todavia, se o amor é livre e expansivo, o medo é a antítese do amor. Como uma moeda tem dois lados, vivemos o sortilégio quando a moeda é jogada e a face do amor reflete para nós. Em outras circunstâncias a face do medo se manifesta em nós. Vivemos a brincar de jogar a moeda para cima. Vivemos enredados pelas passagens de estados.
Enfim, amar, viver, sentir, temer, morrer, tudo faz parte do espetáculo da vida.
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aprendido por
Pedro
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Quinta-feira, Agosto 07, 2008 |
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Palavras que não serão lidas
Minha vida terapêutica é intensa. Quem tiver a oportunidade de ler o meu próximo livro verá que o texto abaixo não existirá. A editora resolveu retirar, eu concordei com ela, porque não faria diferença no contexto. Mas, gostaria de deixar o texto aqui registrado, para não se perder, pois hoje tive a mesma sensação em uma das minhas sessões terapêuticas:
“No caminho para casa, após um dia cheio de desafios em meus atendimentos, fico parado no trânsito em decorrência da chuva forte. Na minha cidade, no verão, as chuvas de fim de tarde são sempre imprevisíveis. Enquanto a água batia forte no pára-brisa do carro, eu refletia sobre as situações pelas quais as pessoas enfrentam. Tinha sido um dia difícil, tive de lidar com dores físicas, limitações do corpo, dúvidas de direção, espasmos pela estagnação, e uma miríade de sofrimentos. Estava cansado, mas gratificado por ter conseguido desfechos positivos. Quando as lágrimas se transformam em rios de alento e paz é porque valeu à pena. Gosto muito do que faço, mas questiono constantemente se a minha atuação profissional não é uma espécie de masoquismo sorrateiro, camuflado em minha própria sombra. Por que gosto de lidar com o sofrimento humano? Penso em minha própria ferida, na qual parece nunca se cicatrizar.
Evidentemente sei o quanto é recompensador auxiliar pessoas a saírem dos túneis da angústia, para sentirem a luz nos espaços abertos da liberdade. Nada pior do que um corpo que se fecha em si mesmo, e se perde nas encruzilhadas do envelhecimento. Atualmente o objetivo principal do meu trabalho é ajudar pessoas a encontrarem o próprio foco de luz para iluminar o caminho que ainda lhes resta a ser percorrido.
Ao envelhecer aprendo que todas as histórias com as quais me relaciono terapeuticamente estão comigo, e que nunca me abandonarão. Se isso é bom ou ruim, não importa, pois a escolha é mais profunda do que a minha razão pode conhecer.
Tratar pessoas é como estar na rua no fim de tarde em dias de verão. As chuvas fortes podem desabar sobre mim, e provocar medo e desespero. Posso correr em busca de abrigo, mas nem sempre alcançá-lo, sucumbindo na lama e no lixo. Outras vezes, a chuva forte cai, para depois o céu voltar a cintilar.
Cuidar de gente é lidar com o imprevisível. Em alguns dias as pessoas estão se sentindo bem, mantendo a fé na recuperação, entusiasmadas em dar continuidade à própria história. Em outros, elas já não têm tanta certeza assim, se o caminho se fechará e elas desaparecerão para sempre. Uns dias são feios, enquanto outros são belos. Tudo dependerá da mudança de direção do vento.”
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aprendido por
Pedro
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Sexta-feira, Agosto 01, 2008 |
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Envelhecer em equilíbrio
Ana Elizabeth Diniz
Especial para o Jornal O TEMPO
O que é a velhice? Quando ela começa? Aos 60, 70 anos? O que define essa etapa? A falência biológica, as limitações físicas, os fatores sociais? Ou a forma como a sociedade contempla o idoso?
"Envelhecer é verbo, ação, continuidade. Tornamo-nos mais velhos a cada momento", afirma Pedro Paulo Monteiro, mestre em gerontologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, fisioterapeuta especializado em neurologia. "Fomos diferentes no passado e seremos diferentes no futuro. Somos privilegiados pela capacidade incrível de mudança. Mudamos o rumo de nossa história pela ação do envelhecer, no presente. Isso nos conforta, pois não existe situação que não possa ser reconsiderada", conceitua.
Envelhecer é desabrochar e essa fase, assim como a puberdade e a idade adulta, incita-nos a reformular conceitos e enfrentar novos desafios. "É mais fácil compreender a velhice quando lembramos de nossa infância e nos olhamos agora como adultos. Somos e seremos formas diferenciadas na travessia do tempo. Mesmo assim, muitos ainda recusam a mudança, insistem na estabilidade ilusória", propõe o especialista.
Mas por que tememos envelhecer? "Nada é fixo, viver pressupõe transformar-se. Nossas células se expandem e se movimentam incessantemente. Somos seres irredutivelmente dinâmicos, produzindo a nós mesmos a todo o tempo. Como seres humanos, somos passagem e transcendência. Somos poesia, porquanto potência de criação", ensina Pedro Paulo.
E o gerontólogo não acredita em receitas prontas para se ter qualidade de vida ao envelhecer. "Se envelhecer é viver e o humano é um todo complexo seria um equivoco criar métodos para se viver melhor. Contudo, creio que a reflexão é um importante instrumento para construir uma vida repleta de experiências com qualidade."
Pedro Paulo ensina que, ao descobrirmos nossas verdadeiras dificuldades, poderemos saber também quais são os limites que impomos para nós por acreditarmos em demasia em nossas crenças. "Cada um envelhece de modo diferente do outro, por isso é importante contemplarmos os nossos desejos fugidios, privilegiar e respeitar as nossas necessidades", diz.
Mas o idoso, como qualquer indivíduo, precisa acreditar em algo, mas segundo o filósofo Bertrand Russel, "na ausência de bons fundamentos para a sua crença, ele se satisfará com os maus pensamentos".
O gerontólogo emenda: "Essa limitação nos persegue. Quando crianças queremos ser mais velhos para poder fazer um monte de coisas, mas somos limitados pelos adultos. Quando jovens queremos adquirir um monte de coisas, mas muitas vezes somos limitados por circunstâncias financeiras ou de tempo, saúde. Quando mais velhos queremos atrasar o relógio, sentimo-nos limitados pelo avanço acelerado do tempo e queremos viver um pouco mais. Será que podemos ser felizes no presente?"
Envelhecer pressupõe enfrentar a morte que se torna iminente. "É preciso mudar o foco sobre a morte. Todos nós vivemos no fluxo do tempo inexorável. Se o tempo presente se alimentasse de equilíbrio não haveria possibilidade futura. A flecha do tempo nos faz ser quem somos, permitindo ser também quem ainda não fomos. Ela caminha em única direção. Viver pressupõe estar na dinâmica do envelhecer. Se existe equilíbrio, não há envelhecimento, porém também não há vida. Viver e morrer são processos indissociáveis", pontua o médico.
"Envelhecer ou Morrer", Pedro Paulo Monteiro. Editora Gutenberg. 116 páginas. R$ 34,00
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aprendido por
Pedro
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Terça-feira, Julho 22, 2008 |
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Todas as coisas têm uma forma
Todas as coisas da vida têm uma forma, e toda forma tem um significado.
Uma forma arredondada pode significar uma bola, um planeta, uma bolha de sabão.
Todas as coisas são como são, mas elas não seriam assim se nós deixássemos de colocar nelas um título, um conceito, uma palavra.
Nós gostamos de Layouts. Isso cria uma idéia.
Uma idéia é algo muito maior, não podemos medir. Os pensamentos são idéias.
O pensamento é como uma corrente, em cada elo uma coisa, se juntarmos um monte de coisas teremos um discurso.
Todo discurso é cheio de símbolos, pululam sem parar quando saem da boca.
Da boca sai o discurso para entrar no ouvido dos outros.
Cada ouvido aceita o símbolo que lhe compete aceitar. Uns são bem vindos, outros nem são percebidos.
O cérebro sabe muito bem o que ele quer ouvir, ver, saber.
Porque assim ele pode continuar a dar formas às coisas.
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aprendido por
Pedro
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Segunda-feira, Julho 14, 2008 |
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Os sapos mudaram de cor
DIÁRIO CATARINENSE - MÁRCIA FEIJÓ
Você sabia que os sapos já foram de outra cor? Pois, é. Em Por que os Sapos São Verdes?, Pedro Paulo Monteiro conta essa história.
O livro inicia numa época em que os sapos eram azuis e a natureza vivia em harmonia, mas as coisas não permanecem assim. Certo dia tudo se modifica e começa a perder o brilho. Dois sapos são escalados para buscar ajuda. A esperança está nos conhecimentos de uma mulher de 90 anos, a Velha do Rio.
Em princípio há certo receio dos sapos em relação à senhora, considerada uma bruxa. Depois, eles acabam descobrindo sua sabedoria. O tema da inserção de idosos, tratado sutilmente no texto, tem tudo a ver com o trabalho do autor. Monteiro é especialista em Gerontologia, ministra palestras sobre o Novo Paradigma do Envelhecimento e é autor do livro Envelhecer, entre outros.
Por que os Sapos São verdes? também fala de ecologia. E da necessidade de vivermos em harmonia entre nós mesmos e com a natureza.
Apesar da mudança dos sapos ficar bem evidente, através da ilustração de Ellen Pestili, durante todo o livro, é só no final que autor explica o que aconteceu: os sapos azuis, de tanto amarelo de preocupação, ficaram verdes.
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aprendido por
Pedro
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Segunda-feira, Junho 23, 2008 |
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Programa Sem Censura
Convidado de segunda-feira, 23 de junho de 2008
Pedro Paulo Monteiro – Mestre em Gerontologia
ASSUNTO: Vai falar sobre o livro “Envelhecer ou morrer, eis a questão”.
Para quem perdeu o programa na segunda-feira, transcrevo alguns trechos da entrevista:
A gerontologia tem o objetivo de dar um novo olhar para o envelhecimento e para a velhice, principalmente desconstruir crenças negativas. O envelhecimento é um processo que ocorre desde a concepção. Não somente as pessoas acima de sessenta anos envelhecem. Envelhecer é um processo de transformação, “ação que vai além da forma”. Ou seja, um dia fomos crianças, tínhamos um corpo, e hoje somos diferentes daquilo que fomos. O nosso corpo foi além daquilo que era.
Nós somos seres mortais, ou envelhecemos ou morremos. James Dean, por exemplo, não ficou mais velho, porque morreu cedo. Todos nós somos sempre o velho de alguém. Quando uma mulher de 25 anos de idade vai a feira, ela é chamada de tia pelo garoto que pede para carregar a sacola, com certeza ela já está sendo vista pela perspectiva do garoto como a velha dele. Chamou de tia, você é a velha!
Cada vez que nós nos olhamos no espelho pela manhã, nós apagamos os traços de ontem e construímos um novo olhar para o hoje. Se não fosse assim perderíamos a noção de quem somos. Só reconhecemos o nosso envelhecimento quando vemos a nossa fotografia de um passado distante. A escritora Susan Sontag diz que a fotografia é o “inventário da morte”.
No novo livro eu trabalho com a finalidade de derrubar crenças negativas sobre a velhice. Escrevo sobre a verdade, no sentido filosófico, para mostrar que a terapia antienvelhecimento é uma inverdade. Podemos sim melhorar a aparência, mas não podemos voltar no tempo. Quando uma pessoa aplica o Botox no rosto, ela não rejuvenesce, ela modifica a aparência. Denomino de Síndrome de Frankenstein a modificação do rosto tornando-o com uma aparência mais jovem, ao mesmo tempo em que o corpo mantém seus movimentos incoordenados, típicos da idade mais avançada. Sem dúvida, podemos melhorar a nossa qualidade de vida com exercícios, mas não podemos mudar o processo de envelhecer. Ele é inexorável.
O problema em nossa sociedade é que ela determina que temos de nos mantermos atualizados, fazer um upgrade diário para não estar fora. Não adianta correr, o agora é a única possibilidade.
As pessoas pensam que perder a memória é algo que está circunscrito aos mais velhos. Isso não é verdadeiro. Os grandes vilões para a retenção da memória são: depressão e ansiedade. Se não tivermos atenção não conseguimos reter memória. E isso ocorre em qualquer idade.
No livro eu trabalho com a importância da reflexão. Reflexão é uma postura de humildade, é um dobrar-se sobre si mesmo, é uma postura de reverência. Precisamos ser humildes para compreender o nosso processo de viver. Sem reflexão sofreremos. Chegar aos oitenta anos de idade sem ter refletido sobre cada etapa da vida é levar um susto: “eu estou aqui e nem percebi”.
Eu mesmo percebi que eu era um velho aos 28 anos de idade cronológica, quando recebi uma carta de minha filha na qual dizia que não importava se eu era um homem velho, mas que sim eu era o velho pai dela, e por isso ela me amava. Ser o velho de alguém é muito bom. Agora ser o velho pejorativo é muito ruim, e não devemos aceitar. Ser velho é poético. Imagina se nós falássemos sobre a ponte idosa. A velha ponte se torna uma maneira mais poética de se referir a algo, assim como se referir às pessoas.
É importante trabalhar o interior, pois o corpo é reflexo de tudo em nossa vida. A partir do momento que modificamos a mente nós modificamos o corpo. Em nosso espaço corporal reside o nosso cenário mental. O corpo é a materialização de nossas idéias mentais. Aquilo que acredito ser é aquilo que o meu corpo é. O artista ao pintar uma tela, traz para o espaço em branco a materialização de suas idéias. Por isso o corpo contém a sua história.
Na velhice não precisamos de velocidade. É preciso humildade para saber que teremos outros focos de acordo com a passagem do tempo. O que fomos no passado não significa que precisamos ser no futuro. Somos aquilo que somos no tempo presente. É preciso aceitar o presente. Não digo que seja bom diminuir os movimentos em decorrência a uma doença. Uma pessoa de oitenta anos, saudável, não precisa de velocidade. Ela precisa sim é de foco.
O humor é a cura. Não precisamos pensar na velhice como uma fase triste da vida. É preciso mudar o foco em cada fase da vida.
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aprendido por
Pedro
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Terça-feira, Junho 17, 2008 |
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Quem constrói uma história alcança a imortalidade,
porque permanecerá na lembrança dos outros.
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aprendido por
Pedro
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