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Terça-feira, Junho 23, 2009 |
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A Velha na Janela
Hoje eu vi uma velha na janela.
Ela descoloria a tarde.
Céu azul anunciava a chegada da noite mais fria do ano.
Ela desconhecia, pois o tempo secava ao seu redor.
Hoje eu vi uma velha na janela quando ela estava só.
Ninguém notava, todos passavam.
Eu estava ali, e ela estava na janela, só ela e eu.
Quem poderia vê-la?
Os velhos são vistos quando reclamam, e ela estava distante dela mesma.
O que ela poderia pensar?
Porventura o dia já se foi, ou o dia que está para ir.
Ninguém a via, apenas eu.
Pescoço duro a olhar para esquerda.
O passado era significante, o presente só o ocaso.
A tarde já se ia.
O tempo não queria saber do interesse dela, ele é o que é.
Hoje eu vi uma velha na janela, e ela estava só.
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aprendido por
Pedro
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Quarta-feira, Junho 17, 2009 |
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O sagrado só pode ser alcançado quando nos permitimos sentir
Estou atravessando uma fase terrível de ceticismo. Sem dúvida alguma estou sofrendo, como nunca sofri antes. Não perdi as esperanças, não perdi e não vou perder. Sinto-me às vezes um rabugento, intolerante, impaciente. Outro dia minha terapeuta me disse: “Você é uma pessoa que não se ilude com nada, por isso sofre”. Fiquei a pensar se era um elogio, se era um fato, se era uma crítica. Não tenho resposta, até mesmo porque isso é difícil saber.
Para mim, foi uma revelação quando li Krishnamurti, um mestre espiritual singular:
“Será que existe alguma coisa sagrada que não nos tenha sido revelada pelos nossos pensamentos? Desde épocas remotas o homem se faz esta pergunta. Existirá algo mais, além de toda essa confusão, infelicidade, trevas e ilusões? Além das instituições e das reformas? Existe algo verdadeiro, que esteja fora do tempo, tão imenso, que nosso pensamento não consiga alcançar? A humanidade tem explorado este assunto e, aparentemente, pouquíssimas pessoas tiveram liberdade para penetrar nesse mundo. Desde tempos antigos, o sacerdote vem se colocando entre aquele que busca e aquilo que ele deseja alcançar. O sacerdote interpreta; ele se torna o homem que sabe, ou pensa que sabe, e o explorador sente-se posto à margem, desviado e perdido”.
Quando li isso (e muito mais) fiquei chocado com a minha própria maneira de pensar. Tive de concordar com Krishnamurti, e pensei: Estou perdido!
Preciso de uma resposta. Continuei a lê-lo, e mais uma vez encontrei a resposta que não queria encontrar:
“O pensamento, seja qual for, não é sagrado. É produto da matéria. O pensamento tem origem no conhecimento, e o conhecimento nunca é completo em alguma coisa, pois é sempre limitado e separador”.
Infelizmente tive de concordar com ele. Meus Deus, por que esse homem existiu para me dizer isso? Eu me entreguei, e nunca mais li nada dele. Tenho todos os livros, e os guardo como tesouro, esperando o dia do meu despertar.
Sempre fui cético e eclético, mas aberto ao conhecimento. Acredito que só avançarei no conhecimento se experimentá-lo. Mesmo assim nunca poderei saber se de fato o que conheço é uma verdade, pois o fato pode ser conveniente aos meus interesses, e se isso ocorrer posso usar justificativas para a minha ação. Então como agir?
Cada vez mais vejo o mundo ruir e as pessoas acreditarem ainda em saídas divinas. Como poderia Deus interferir se Ele mesmo nos deu o livre-arbítrio? Se fossemos mais inteligentes talvez pudéssemos sair dessa situação caótica, nos salvarmos. Mas isso será possível enquanto acreditarmos em nosso pensamento limitador e separador? Como a razão, tão reverenciada nos tempos atuais, pode nos ajudar?
Como disse, estou cético. E sendo assim não posso acreditar que a razão humana nos levará à tão esperada iluminação. Nunca tive contato com tanta gente doente, que pensa estar saudável, por acreditar estar no melhor momento da sua vida, só porque se sente bem. Sentir-se bem não significa estar saudável. Será que eu posso me sentir saudável só porque consegui comprar um carro zero? Ou porque tenho tudo o que quero ter?
Hoje em sessão terapêutica perguntei a um dos vários sacerdotes que atendo: “Você concorda que é melhor um sacerdote se masturbar a ser consumido pela pornografia virtual?”. Ele pegou um bloco de anotações e disse que queria anotar o que eu estava dizendo. Então, eu resolvi continuar: “A pornografia pela Internet pode nos tornar refém. Se eu sou um ser autônomo posso optar (livre-arbítrio) por conhecer o meu corpo e buscar o prazer em mim mesmo”. Terminei dizendo a ele: “Não quero dizer que esse seja o caso de todos, mas pense nisso, você pode ajudar a muitos”. Como podemos classificar um pecado, se nem ao menos sabemos o que pensar sobre ele?
Pecamos quando erramos o alvo. Ao nos sacrificarmos demais para alcançar um "ter", pelo qual nos esvazia mais do que nos preenche, estamos pecando. Vejo como as pessoas adoram uma pessoa bem-sucedida.
Outro dia assistia a um programa na televisão (detesto televisão não é por menos) quando vi o Galvão Bueno dando bronca num grupo de pessoas que queria um miserável autógrafo dele. Eu pensei: Ele tem razão de ser tão metido, arrogante e presunçoso. O grupo o nutre com subserviência. Só existe a possibilidade de tomarmos um chá se existir uma xícara. Todas as nossas relações é uma questão de conteúdo e continente. Sem um não existe o outro.
Cada vez mais vejo pessoas doentes, comprando remédios como se compra um utensílio doméstico. Querem ser pacientes (passivos, subservientes, auto-indulgentes). Almejam ter o diagnóstico para ter controle sobre a doença, querem mostrar a ressonância magnética colorida como se fosse um prêmio. E se for permitido querem também dizer aos outros o alto valor que pagaram por tudo isso.
Eu costumo receitar água as pessoas que atendo. E também indico que elas tomem como se estivessem tomando o melhor dos remédios. Peço que elas fechem os olhos e sinta o corpo no momento da ingestão. Elas me dizem que se sentem aliviadas, e que nunca tomaram água dessa maneira, é uma redescoberta. Se elas se sentem assim, ótimo. Pois o que me interessa é levá-las a autopercepção, ao autoconhecimento. Não raro lido com zumbis, e preciso trazê-los de volta. Os xamãs já apregoavam isso desde que o mundo é mundo.
Será então que precisamos de tanta tecnologia? Sem dúvida que sim. Eu adoro a tecnologia. Contudo, em primeiro lugar deve vir o que é humano. Não me esqueço do outro porque ele se mostra como um espelho, e aprendo com o sentir o que ele me revela. Não importa se é ruim ou bom. O que é mais relevante para mim é que ele me faz sentir para depois eu poder pensar, e não o contrário. Experimento o sentir como intuição, transcendência e descoberta. Se eu estou pecando não posso afirmar. O que posso afirmar é que estou cético e isso me entristece.
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aprendido por
Pedro
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Quinta-feira, Junho 11, 2009 |
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Para Pensar
Se está difícil encontrar o caminho, faça-o.
Então, não pegue a espada, é preferível uma foice.

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aprendido por
Pedro
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Segunda-feira, Junho 01, 2009 |
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aprendido por
Pedro
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Terça-feira, Maio 26, 2009 |
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Medicina Tibetana
Mesmo entre tantas atribuições ainda reservo tempo em meu intervalo pós-almoço para ler o "O Livro da medicina Tibetana". O livro só nos dá uma pequena noção de como é praticada a medicina por lá, contudo fiquei pensativo com isso. O livro Gyud Zhi (sistemas e métodos de tratamento) descreve 404 doenças. Destas, 101 podem ser tratadas por meio da alimentação, de remédios herbais e de técnicas de acupuntura. As outras 303 são consideradas como resultado do karma (todas as ações, negativas ou positivas, têm um efeito) e só podem ser curadas quando o paciente iniciar a prática de rituais e prece, ou quando um lama médico altamente competente intervém a favor do doente.
Isso me fez questionar: se eles não possuem boas estruturas hospitalares, tecnologias avançadas, não fazem uso de remédios alopáticos, e mesmo assim conseguem a cura, será então que nós ocidentais estamos no caminho errado?
Só nos Estados Unidos, segundo a OMS, os efeitos colaterais de medicamentos e cirurgias matam mais do que muitas doenças não tratadas. Se pensarmos bem, será que a idéia cultural da medicamentalização não seria o caminho mais rápido para morte?
A partir dessa informação é preciso rever a idéia de que a melhoria da tecnologia médica propicia o aumento de longevidade. Se a expectativa média de vida na Região Autônoma do Tibet é de 67 anos, segundo o governo local, e eles não fazem uso de tecnologias avançadas, então não podemos concordar com essa justificativa. Não há como comparar a estrutura de um país pequeno como o Tibet e um país grande como o Brasil (expectativa de 70 anos). Então, seria interessante procurarmos o autoconhecimento como meio de prevenção de doenças? SIM, porque vivemos melhor quando sabemos para aonde ir.
Na prática da medicina tibetana o médico (que estuda 10 anos de medicina) precisa ser GENTE. Ou seja, ele precisa ser um guia espiritual, uma vez que a maioria das doenças é decorrente do karma.
Isso me remete à verdadeira palavra terapeuta (em grego THERAPEUEN) cujo significado é CURA e INICIAÇÃO. Assim sendo, terapeuta é aquele que serve, um missionário, um profeta. Os terapeutas do deserto cujo grande mestre foi Fílon de Alexandria ensinavam que o terapeuta é aquele que educa. Novamente se pensarmos na palavra educar cujo significado é extrair, tirar do aluno (o que não tem luz para enxergar) o que ele já traz no seu interior, então podemos concluir que a saída é reorganizar o íntimo para não adoecermos.
É fundamental pensar em cuidar de nossos jardins para semear boas flores.
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aprendido por
Pedro
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Domingo, Maio 24, 2009 |
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Cartinha para os alunos sobre os sapos verdes
Caro Sr. Pedro Paulo,
Somos do 3ºAno C do Colégio Dom Bosco, sede Batel de Curitiba-PR. Neste 1ºbimestre escolhemos o seu livro para leitura: "Por que os sapos são verdes?". Fizemos um mini livro dividindo-o em 4 partes sendo: 1ªparte Tudo em harmonia; 2ª parte A transforma-ção; 3ª parte A procura de uma solução e a 4ª parte A volta da esperança. Aprendemos com esta leitura a nunca desistir frente a um problema e nunca perder a esperança na vida. Também a não alimentar o passado e não ficar sonhando só com o futuro.
Gostamos muito desta história, parabéns pela sua criatividade e também pela escolha da ilustradora que enriqueceu ainda mais o seu trabalho.
Aguardamos a criação de novas obras.
Um grande abraço dos alunos: Amon-Rá, Andressa, Daniel, Eduardo,Gabriel A.,Gabriel K., Gustavo, João P., João V, Juliana,Kendric, Leonardo, Marcela, Mariane, Mateus, Miguel, Nathálya, Nikolas,Paola, Paula, Pedro A., Pedro M., Renata, Stephany, Vinicius e Professora Rejane Sartori.
Fizemos algumas perguntinhas que se for possível responder agradeceríamos.
1) Como veio a inspiração para a criação da história?
2) Por que você escolheu este tema?
3) Os sapos poderiam ser de outra cor? Por que azul?
4) Por que a Velha do Rio morava sozinha na floresta?
5) Qual seria a história do seu próximo livro?
Agradecemos a sua atenção.
Prezados Amon-Rá, Andressa, Daniel, Eduardo,Gabriel A.,Gabriel K., Gustavo, João P., João V, Juliana,Kendric, Leonardo, Marcela, Mariane, Mateus, Miguel, Nathálya, Nikolas,Paola, Paula, Pedro A., Pedro M., Renata, Stephany, Vinicius e Professora Rejane Sartori.
É com grande satisfação que recebi o recado de vocês. Espero conseguir responder as perguntas.
A inspiração em escrever a história surgiu porque eu trato de pessoas mais velhas há muitos anos. Sempre fui fascinado por histórias de vida. Eu acredito que essas pessoas têm grande magia dentro do coração. Muitas vezes elas não sabem disso. A Velha do rio, por outro lado, sabia disso muito bem porque tinha aprendido a confiar nela mesma.
A escolha do tema foi para mostrar que devemos valorizar a história de vida das pessoas mais velhas, porque elas podem nos ensinar muito. Elas têm muita coisa para passar para todos nós, basta saber abrir os olhos e ouvidos e prestar atenção. Eu sempre aprendo muito com elas.
Os sapos são azuis porque a cor azul representa a felicidade. É como o azul do céu de outono. Sentimos uma grande satisfação quando olhamos para o céu e somos abençoados por ele.
A velha do rio mora sozinha porque ela é muito velha, muitos já partiram. Mas, ela não é solitária. Ela se alimenta de esperança, e sempre recebe visitas dos pequenos seres do rio.
O meu próximo livro ainda não surgiu em meu imaginário. Criar uma história é sempre um processo mágico. Eu preciso ser chamado, eu também estou aguardando. Assim que eu for chamado aviso a vocês.
Um abraço feliz
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aprendido por
Pedro
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Quarta-feira, Maio 20, 2009 |
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Non, Je Ne Regrette Rien (tradução)
Edith Piaf
Não! Nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal - isso tudo me é igual!
Não, nada de nada...
Não! Eu não lamento nada...
Está pago, varrido, esquecido
Não me importa o passado! (2)
Com minhas lembranças
Acendi o fogo (3)
Minhas mágoas, meus prazeres
Não preciso mais deles!
Varridos os amores
E todos os seus temores (4)
Varridos para sempre
Recomeço do zero.
Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...!
Nem o bem que me fizeram
Nem o mal, isso tudo me é bem igual!
Não! Nada de nada...
Não! Não lamento nada...
Pois, minha vida, pois, minhas alegrias
Hoje, começam com você!
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aprendido por
Pedro
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Estresse
Com o avanço da tecnologia, cada vez mais o corpo se torna um apêndice da história. Não deveria ser dessa maneira, pois o corpo é a única referência de existência que nós temos. O corpo não é uma máquina, apesar de ser estudado desse modo. Há anos trabalho com o paradigma do corpo vivo, e facilmente verifico que somos aquilo que podemos escrever em nosso livro da vida. Somos autores de nós mesmos. Se eu puder fazer uma analogia, o organismo vivo é um livro inacabado, ele está sendo reescrito em toda situação. Sendo assim, as crenças, pensamentos e emoções criam reações químicas que sustentam a vida de cada célula.
Quanto mais envelhecemos mais difícil se torna mudar crenças, porque todo o sistema vivo cria e memoriza o hábito de modo a economizar energia. Por isso, realizamos as tarefas diárias sempre de modo idêntico. Se você tentar escovar os dentes com a outra mão será muito mais difícil. Isso ocorre da mesma maneira com o nosso pensar. Somos viciados em certos tipos de pensamento porque o nosso organismo já incorporou o hábito. Isso significa que o corpo já criou uma forma-pensamento.
Quem se estressa diariamente terá dificuldade em deixar para trás as preocupações. A nossa consciência nos torna refém de nós mesmos. Por exemplo, uma zebra que é atacada por um leão, libera na corrente sanguínea uma quantidade maciça de hormônios de estresse – reação de luta ou fuga – cortisol e adrenalina. Assim que a zebra consegue fugir ilesa do ataque, em poucos segundos ela retorna ao estado normal. O cérebro “desliga” a reação de estresse, e ela esquece do leão. Os humanos por serem munidos de consciência se pré-ocupam. Eles ficam a pensar; e se o leão retornar, daí tentam se proteger de novos ataques, imaginam estratégias de defesa, mas sem se esquecerem da possibilidade iminente de outros ataques. Cada vez que uma pessoa pensa no passado ameaçador, ela deságua na corrente sanguínea mais hormônios de estresse, ficando assim viciado nesses hormônios.
Uma pessoa mais velha que passou a vida inteira sentindo-se perseguida por leões imaginários, não conseguirá “desligar” a reação de estresse com facilidade. Pode até diminuir, porém ao primeiro pensamento ameaçador, novas doses de cortisol e adrenalina serão lançadas.
Bruce McEwen, um especialista em neuroendocrinologia mostra que entre as pessoas mais velhas o sistema de desligamento do estresse se torna deficitário, e a ativação excessiva da reação de luta ou fuga no decorrer de toda a vida enfraquece o organismo deixando-o exaurido.
A prática da meditação é uma excelente saída para reverter desgastes. No silêncio minimizamos os efeitos agressivos do cotidiano, ficamos mais hábeis em construir bons pensamentos e a criar uma vida de relação mais satisfatória. Sendo assim, produziremos outros neurotransmissores, como por exemplo, a serotonina, o que nos propiciará muitos benefícios de bem-estar.
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aprendido por
Pedro
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Quinta-feira, Maio 14, 2009 |
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Resposta a uma carta
As pessoas querem subjugar os outros, porque elas se sentem fortalecidas com a força alheia.
São os vampiros do poder. Querem retirar o poder (espontaneidade) do outro para se sentirem significativos na arena da vida.
Portanto, são pessoas miseráveis. Não pense que ter poder, ser reconhecido, ser mito, herói de uma nação etc. seja lá o que for, essas pessoas acabam sendo a podridão humana. Graças a Deus a doença existe para mostrar a nossa incapacidade.
Tem um autor (que não me lembro o nome) que diz que o dia em que soubermos ler as doenças das pessoas a mentira acabará.
Ninguém pode mentir enquanto o corpo demonstrar sua miséria. Jesus teve alguma doença?
Ele foi crucificado porque aceitou o fluxo, sem resistência. Ele nunca controlou nada.
Ainda chamou aquelas pessoas de imbecis (Pai, eles não sabem o que fazem).
É assim mesmo, adoro o "mito" de Jesus, e tento seguir os preceitos. Não podemos forçar nada.
Temos de fazer como os xamãs. Se não chove e o terreno está seco (terra cansada do Antigo Testamento), é hora de silenciar.
O xamã vai para a cabana e lá fica em profundo silêncio, até a chuva desaguar (o céu chora para aliviar a dor dos homens).
Nietzsche afirmava: "Quem combate monstruosidades deve cuidar para que não se torne um monstro.
E se você olhar longamente para um abismo, o abismo também olha para dentro de você”.
Profundo não? Eu diria que o problema nas instituições é exatamente esse, as pessoas possuem a mesma energia pela qual combate.
Elas são o espelho da maldade social. Elas se escondem atrás da máscara de "deus" (um falso deus).
Se você saiu (fisicamente) de um trabalho não significa ter saído verdadeiramente dele.
Portanto, perceba se já chegou o momento de deixar tudo para trás.
Enquanto continuar olhando para trás permanecerá como estátua de sal.
Continue a caminhar, tenha em mente que o melhor é o silêncio e momentos de dedicação ao trabalho
(preparação = parar antes e se dedicar ao novo conhecimento para estar apto quando o momento certo da manifestação chegar).
Você não acha que está na hora de você ser adulta, autônoma e independente?
Você tem VALOR, mas não pode depender do outro. Você tem a você mesma.
AME-SE Verdadeiramente e tudo se descortinará.
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aprendido por
Pedro
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Sexta-feira, Maio 01, 2009 |
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A maldade como conquista
A maldade surge na busca da satisfação de desejos centrados no ego. O indivíduo que se impulsiona nessa direção, não raro, esquece de que não somente vive, mas convive com outros. O outro faz parte da relação. O egocentrismo parece se apresentar como virtude, a qual prega: "é preciso pensar em mim". Sem dúvida, é preciso pensar em você, mas sem se esquecer do compromisso alheio. Então ao querer preencher o vazio, a alteridade pode desaparecer. Essa atitude pode ferir o outro, corromper a moral, e não menos prejudicar a você mesmo. Nem tudo o que se ganha de fato se ganha. Se um juiz tem de decidir uma causa e a decisão será beneficiar um, o outro sairá no prejuízo. Dentro de um contexto maior, pode ser verificado que a situação é muito mais complexa do que simplesmente ver o resultado de um julgamento. O sujeito que busca a competição, quer sair vitorioso. Ao mesmo tempo sabe, ou pelo menos deveria saber, do seu possível fracasso. Muitos entram em uma briga judicial para competir, e tentar com isso preencher seus egos vazios. Mesmo ao ganhar, no fundo não sairá como vencedor, mas sim como o malvado. Quem quer ser o malvado? Quem não pensa eticamente, e sim somente nas próprias atitudes. Para quem pensa assim, tudo é permitido. Se tudo pode e para isso basta querer, então se perde a noção dos limites, avançando como antas endiabradas.
Baseado na vivência do fenômeno da quantidade e da expansão cujo progresso rápido é um princípio, não resta dúvida de que as pessoas são forçadas a deixar em seus legados grandes feitos, de preferência materiais. O que na verdade não é possível deixar. Cada um aproveita o que se pode aproveitar. Ter algo é se iludir. Nunca se tem nada senão a própria opinião. Para tanto, não basta pensar naquilo que se deseja, é preciso acompanhar o desejo de perto, e verificar se ele é necessário. Caso contrário, acumular-se-á lixo, e nele a morte será embalada.
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aprendido por
Pedro
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